Apelidado por muitos como “Imposto do Pecado”, o Imposto Seletivo (IS) foi criado pela Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025, sendo que a sua regulamentação para aplicação prática está a cargo da Receita Federal do Brasil e do Comitê Gestor do IBS – CGIBS.
Qual é a finalidade do Imposto Seletivo?
O IS não é um imposto que incide sobre todos os produtos. Ele foi pensado para:
- Desestimular o consumo de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
- Corrigir distorções: produtos nocivos geram custos sociais (como gastos com saúde pública) e ambientais que precisam ser compensados.
- Arrecadar recursos adicionais sem afetar bens essenciais, como alimentos básicos e medicamentos.
Exemplos de produtos e serviços sujeitos ao IS
De acordo com a LC nº 214/2025 e normas do Comitê Gestor do IBS, o imposto incide sobre:
- Bebidas alcoólicas
- Produtos derivados do tabaco
- Serviços com impacto ambiental relevante
- Outros bens definidos em regulamentos específicos
Comparação com outros tributos da Reforma
| Tributo | Competência | Abrangência | Finalidade |
| IBS | Estados, Municípios e DF | Bens e serviços em geral | Substitui ICMS e ISS |
| CBS | União | Bens e serviços em geral | Substitui PIS e Cofins |
| IS (Seletivo) | União | Produtos nocivos | Desestimular consumo e arrecadar |
Impacto para o consumidor e empresas
- Consumidor: alguns produtos terão preço mais alto por causa da tributação adicional.
- Empresas: precisam observar as normas da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS, que definem códigos de receita e obrigações acessórias.
Conclusão
O Imposto Seletivo é um instrumento da Reforma Tributária que busca alinhar a política fiscal com objetivos sociais e ambientais. Ele não é um imposto “a mais” sobre tudo, mas sim um mecanismo direcionado para corrigir distorções e desestimular práticas nocivas.
Para o cidadão comum, significa que produtos como cigarro e bebidas alcoólicas terão carga tributária maior, enquanto bens essenciais permanecem livres dessa incidência.
Fontes oficiais: www.planalto.gov.br ; www.gov.br/receitafederal ; CGIBS – Comitê Gestor do IBS .